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TDAH e Ritalina

March 9, 2016

 Atualmente psicólogos e neurologistas são muito procurados por pais cujos filhos são encaminhados das escolas por supostamente apresentarem hiperatividade e déficit de atenção.  Pais e professores desejam que a criança seja avaliada rapidamente e que seu comportamento mude imediatamente.  Mas o que é TDH?

 

O Transtorno de Déficit de Atenção se caracteriza principalmente por três sintomas clássicos: desatenção,  hiperatividade e impulsividade.  A partir desses três sintomas, abro espaço para uma reflexão. Esses comportamentos não perpassam as nossas vidas em diferentes momentos? Afinal, quando estamos ansiosos, respostas como a desatenção, agitação motora e impulsividade não se tornam aparentes? E se pensarmos nas crianças, as quais, ainda possuem poucos artifícios cognitivos para lidar com a realidade, com as emoções e dificuldades do dia a dia, não seria compreensível comportamentos dessa natureza? É importante perceber que a presença desses sintomas podem ser resultado de  outras questões como, problemas nas relações em casa ou com amigos e ainda problemas no sistema educacional inadequado.

 

Bem, chamo atenção para o cuidado em se diagnosticar o TDAH. De acordo com Kanapp, Rohde e Johanpeter (2002) é sempre necessário contextualizar os sintomas apresentados pela criança na sua história de vida. Normalmente crianças com TDH apresentam sintomas desde a idade pré escolar ou a presença de sintomatologia intensa por vários meses. A presença desses comportamentos por um período curto de dois a três meses indicam, principalmente após um desencadeamento psicossocial, (separação dos pais, morte de um ente querido, dificuldades de relacionamento com crianças da mesma idade, dificuldade de adaptação ao sistema educacional, mudança de localidade, entre outros) devem ser entendidos como sintomas de um sofrimento psíquico  e que não fazem parte de um quadro de TDAH.

 

Além, da psicoterapia como forma de avaliação e terapêutica do transtorno, hoje em dia, o medicamento "Ritalina" é utilizado em grande escala como sugestão para o tratamento. Segundo, Teixeira (2007) a "Ritalina" é o nome comercial de um medicamento à base de metilfenidato, descoberto na década de 1940 e usado inicialmente para tratar narcolepsia – condição em que o doente cai no sono várias vezes ao dia. Na década de 1950, um médico que cuidava de crianças hiperativas decidiu experimentar nelas a droga, e, atualmente, o metilfenidato se tornou o tratamento mais comum entre os psiquiatras e neurologistas.

 

Neste momento, chamo a atenção mais uma vez para questões que envolvem um diagnóstico equivocado do transtorno. Assim como qualquer outro medicamento a Ritalina participa de forma bastante lucrativa da indústria farmacêutica, as quais,  muitas vezes buscam orientar professores e educadores sobre comportamentos que se destacam em sala de aula, e talvez por isso, o TDAH receba tanta atenção nos dias de hoje, podendo ser considerado a “doença da moda”, como outras já foram.

 

É importante elucidar que a Ritalina é um medicamento pouco estudado e seus efeitos colaterais ainda são pesquisados. Mas, o que já se sabe, é que este é considerado um medicamento de tarja preta, os quais podem gerar dependência e uma série de efeitos que podem interferir no desenvolvimento da criança.

 

O diagnostico de TDAH deve ser feito de forma minuciosa por todos os profissionais envolvidos: psicólogo, psiquiatra e neurologista  em contato direto com os pais,  familiares e escola, e com a reavaliação constante da medicação. 

 

Mariana Guedes Coelho, 2013

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