O que é ser pai e mãe nos dias de hoje

March 9, 2016

A criação e educação de um filho respondendo as exigências do mundo atual não é uma tarefa fácil. Principalmente por que vivemos um momento em que tanto o papel de mãe como o pai não são definidos como antigamente, quando a mulher era a cuidadora e o homem o provedor.

As mudanças que ocorreram na estrutura familiar, assim como, na  relação entre um casal, principalmente a partir da normatização da separação e inserção da mulher no mercado de trabalho, como nunca antes, tem proporcionado um momento de adaptação das conjunturas e papéis sociais, interferindo diretamente na forma em que os pais se adéquam aos seus filhos. Como não há mais deveres exclusivos a homens e mulheres dentro de casa e as mulheres cada vez mais cedo têm que se desvincularem de seus filhos, devido trabalhos e outros deveres da mulher moderna, o pai passa a ter um espaço maior para estabelecer contato com seus filhos. O homem moderno tem mais oportunidade de ser pai do que antes. 

 

Este novo momento é uma transição nas funções parentais que podem trazer muitos ganhos ao desenvolvimento infantil. Porém, o desempenho das funções parentais dependem também da forma que ambos lidam com as novas demandas do mundo moderno e com as diferentes estruturas famíliares que temos hoje em dia.

 

Um casamento, assim como,  a dissolução deste, está relacionado muitas vezes com o mundo do imediatismo em que vivemos. As pessoas buscam o prazer e satisfação imediata acima de tudo, e nisso acabam incluindo os filhos, os quais se tornam motivo de chantagem e alienação parental. 

 

É importante enfatizar que apesar de todos os conflitos e sentimentos que permeiam essas mudanças nas estruturas familiares, é necessário reconhecer a importância para a criança das funções maternas e paternas, mesmo que essas não sejam promovidas por pais biológicos. Tais funções estão intimamente ligadas com a constituição da subjetividade, podendo trazer repercussões emocionais desfavoráveis para o processo de desenvolvimento infantil.

Os conflitos psíquicos na infância podem sinalizar dificuldades nas relações parentais por meio de sintomas, como: dificuldade no desenvolvimento de habilidades sociais, insegurança, agressividade, desequilíbrio emocional, dificuldade escolar, disfunção psicomotora, ou comportamentos incompreensível. Tais sintomas devem ser observados cuidadosamente e  quando não trabalhados de forma adequada podem gerar conseqüências graves para desenvolvimento da criança. 

 

Os pais ou substitutos, ao se prontificarem criar uma criança, devem desejá-las, e possuir atributos que os tornem capazes de exercerem os cuidados físicos e psíquicos necessários para uma constituição da subjetividade de forma que angústias e conflitos dos cuidadores não interfiram negativamente na estruturação psíquica da criança ou adolescente. As funções, materna e paterna, adequadamente exercidas se devem, entre outras coisas, a homens e mulheres acolhidos emocionalmente e tendo um no outro o acolhimento desejado para suprir as angústias e sofrimentos vivenciados no desenvolvimento de uma criança e/ou adolescente. Não é uma tarefa fácil, principalmente em um mundo capitalista que vangloria a produtividade em detrimento das condições psicoemocionais do sujeito. 

 

É importante conscientizar pais e educadores que angústias e desajustes em criança e adolescentes podem ser consequências dos relacionamentos familiares conflitantes, em que funções maternas e paternas estão incoerentes ou contraditórias. 

 

Por: Mariana Guedes Coelho

Psicóloga

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